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QUINTA-FEIRA

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QUINTA FEIRA O caminho que trilhamos é algo simplesmente fantástico, não no sentido raso de ser bom ou mau, mas no sentido profundo de ser vasto, imprevisível, quase indomável. Uma aventura que não pede permissão, apenas acontece. Ao longo da minha vida, atravessei extremos: horrores que me ensinaram o peso da existência, carências que ecoaram no silêncio, medos que se instalaram no corpo. Mas também encontrei maravilhas nas amizades que me seguraram, nos acontecimentos que me abriram, nas memórias que me lembram que nunca estive completamente só. Hoje começo a perceber, não só com a mente, mas com o corpo inteiro, que aquilo que sou é uma conversa viva. Uma conversa entre o que herdei (histórias, dores, forças, silêncios…) e aquilo que o presente me pede para ser. Entre a ancestralidade e o instante. Entre o que foi e o que ainda pode ser. E talvez a dor mais funda não venha apenas do que nos aconteceu, mas da forma como nos desligamos de nós próprios. Da forma como, em certos momento...

Na minha forma ainda imperfeita procuro…

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Nelson “Henda” Vieira Lopes |  psicólogo, terapeuta familiar e educador multicultural |  mais ideias e pensamentos Photo by Clarke Sanders on Unsplash … Ser folha branca, livre do condicionalismo das estruturas que fui ensinado a aprender… … Olhar para a experiência humana de forma corporal, essencial, intuitiva, mental e espiritual... … Não responder automaticamente, mas quando o fizer ter compaixão comigo e convidar me a abrir o baú das coisas escondidas por trás desse "bypass". Nem sempre encontrarei lá algo, mas sempre vou treinando o procurar... … Estar presente na experiência do Ser e encontrar o Ego como ferramenta do Eu e não como o próprio Eu... … Perceber a minha necessidade de me fazer ouvir, de partilhar o que penso e como invisto nisso... … Reparar na minha vulnerabilidade, e como isso me pode levar a criar dor para mim próprio. Como? Simples, basta o "tu" não me receber da maneira como espero ser recebido... … Me questionar o porquê de me causar sofri...

Como controlar o outro?...

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Nelson “Henda” Vieira Lopes |  psicólogo, terapeuta familiar e educador multicultural Como controlar o outro?... Ah... Mas o que me interessa não é o que o outro faz. O que me interessa é eu encontrar o caminho para a minha calmaria, sem impor, constranger ou atacar o outro. Encontrar a acção que me deixa na paz de quem fez o seu papel. Não posso esperar que as minhas acções controlem o outro. isso seria contra o livre arbítrio de cada um. Se a pessoa quer se chatear e reagir deve poder. O que quero é aprender a conter o impulso de impor um esclarecimento não requisitado aooutro, dar explicações quando nenhuma é pedida, corrigir quando o outro recusa mudar a sua forma. Com isto acolher as minhas próprias fragilidades e e dificuldades em me perceber a mim próprio como fugaz e transitório. Aceitar que o que tenho a dizer não é essencial. A vida vai encontrar maneira de essa mensagem chegar, quer seja eu... Quer seja outra pessoa, coisa, circunstância ou animal. É orgulho meu, achar q...

Espiritualidade de Matriz Africana part1de3

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Nelson “Henda” Vieira Lopes |  psicólogo, terapeuta familiar e educador multicultural Myriam Taylor's Black Excellence Talks Se01eP9 Segundo o investigador Jacob Olupona, somente 10% da população africana pratica as religiões indígenas africanas. Isto representa uma fração do que costumava ser 100 anos antes. Vês o Rastafarianismo  como forma de resistência da identidade Negra?  Dentro de RastafarI não chamamos Rastafarianismo, porque não vemos RastafarI como um sistema como o Comunismo, ou o Capitalismo, mas sim como uma vivência (Livity). O "I" em RastafarI toma o sentido de Identidade (Eu/I), e de Altíssimo (Alto/High). Toda a filosofia RastafarI tem na sua génese uma resistência à imposição e hegemonia da cultura do opressor a todos os níveis, desde o espiritual e religioso, à organização social, ao simbolismo estético, à estrutura económica, à linguagem, à alimentação, à roupa, costumes, etc. O " Repatriamento " (Físico ou Espiritual) tem grande importanci...

estorias e opiniões...

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...Pois… e isto é só uma opinião... eu acho que aquilo que às opiniões trazem é algo muito importante. Por mais estranho que possa parecer, eu acredito que façam parte da Verdade! Mas deixem-me explicar… a Verdade… bem, ela não é minha nem é tua, mas cada um de nós carrega um pedaço dela. Vamos chamar-lhes estórias, e prefiro o estórias a histórias porque gosto de sublinhar a diferença entre o relato dos factos acontecidos e o impacto dos acontecimentos vividos. As estórias levam-me a esse lado de vivência, e de presença na pele do passar da História na minha história. Assim, cada verdade que me dás, encaixa no que sou agora, na minha estória… e arrisca-se a provocar mudanças e paradoxos em mim. Há aquele conto Zen, em que um mestre estuda o Budismo Zen durante 30 anos e declara que "Antes de um homem estudar Zen, para ele montanhas são montanhas e águas são águas; depois que ele obtém uma visão da verdade do Zen através da instrução de um bom mestre, montanhas pa...